Caro eleitor, cara eleitora, vou seguir repetindo meu bordão: Lula não é o candidato dos meus sonhos, mas é ele que afasta de mim, de nós, os piores pesadelos. Pesadelos que chegam com o outro candidato.
Vira e mexe falo em como Mateus 25:35,36 me faz pensar em feitos dos governos Lula. Em como o versículo “Eu tive fome e destes-me de comer”, me traz o “Programa Fome Zero”– que instituído em seu primeiro mandato, tirou o Brasil do Mapa da Fome em 2014. O governo do ex-presidente, jogou o Brasil de volta no tenebroso Mapa e, em 2025, em seu atual mandato, Lula, tirou novamente nosso país do Mapa da Fome.
Em como “tive sede e destes-me de beber”, me traz o “Programa Um Milhão de Cisternas” – água para as famílias do semiárido sobreviverem durante o período de estiagem. Que o trecho “estava nu e vestiste-me” me leva ao “Programa Minha Casa, Minha Vida” – uma casa vestindo famílias. E que o versículo “estava doente e visitastes-me” me traz o SAMU, a “Farmácia Popular”, também criados no governo Lula. Só para ficar em alguns exemplos.
E sobre o outro candidato? O que há para dizer de positivo sobre ele? Onde a atuação pela melhoria da vida das pessoas, principalmente as mais necessitadas? Onde encontrar projetos apresentados pelo ex-deputado estadual, ou hoje como senador, voltados aos trabalhadores? Onde alguma semelhança, ou ao menos algo que fosse na direção das preocupações que os sucessivos mandatos de Lula tentaram e tentam amenizar? Pelo contrário – a preocupação é em condecorar miliciano condenado, em votar contra a CPI das Milícias, é a amizade com o senhor Vorcaro. Buscando, é “só” o que encontro – e me dá medo, entristece.
E volto a Mt 25:35,36 porque, para mim, o trecho reúne o olhar que espero de qualquer candidato a presidente de um país, que embora ocupe a décima posição no ranking das maiores economias do mundo (a previsão é que em 2027 suba para a oitava, superando Itália e Rússia), está entre os países mais socialmente desiguais, ocupando a quinta posição. Triste – há muito a caminhar.
Então o trecho de Mateus, resume esse Brasil da pobreza, para o qual um candidato tem que ir ao encontro. E trabalhar para prover trabalho digno, saúde e educação públicas de qualidade, segurança em seu sentido mais amplo. E enxergo isso em Lula – não na velocidade que eu gostaria, é verdade – mas enxergo. No outro, pelo contrário – enxergo a subserviência, a entrega e destruição das nossas riquezas naturais e industriais, como aconteceu com a privatização da Eletrobras, por exemplo, no (des)governo do pai.
E ao citar o (des)governo do pai, não me é dado esquecer o trecho de Mt 25:43: “estava doente e não me visitastes”. Não, não me visitastes durante a pandemia – fostes passear de “jetsky”. E ignorastes os oferecimentos de vacina pela Pfizer, e fostes contra as medidas de “isolamento” e, zombastes – sim zombastes dos que sufocavam sem conseguir respirar. Nenhuma empatia, nenhuma solidariedade – só o escárnio. Mais de 700 000 mortes notificadas, provavelmente foram muitos milhares a mais. O Brasil com 3 por cento da população mundial, seria de esperar que tivesse, no máximo, 3 por cento dos mortos – mas não, foram 13 por cento!
E poderia seguir elencando tragédias e apontando medos associados ao outro, mas é hora de concluir. E concluirei com o que não me é dado esquecer – pelos 13 por cento de mortos, votarei 13, votarei Lula, votarei PT, para tentar afastar de mim, de nós, os piores pesadelos.
Sergio Oliveira Moraes, físico e professor aposentado ESALQ/USP
