Temer e Murphy: “se pode dar errado, dará”

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Dos adágios que registram equívocos populares, a famosa Lei de Murphy é certamente a mais precisa. Criada a partir da famosa (e também suposta) passagem vivida pelo engenheiro americano Edward Murphy, que – numa exposição pública de seu trabalho, se viu prejudicado pelas falhas de seu técnico, que deveria ter preparado corretamente os experimentos a serem expostos por Murphy – teria dito a máxima: “Se esse homem tiver algum modo de cometer um erro, ele o fará”.

Derivadas dessa “lei”, outras pérolas atribuídas a Murphy brotam a cada dia. Dentre elas, cabe destacar como deliciosa curiosidade: “Nada é tão ruim que não possa piorar” e “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”; “A Fila do lado sempre andará mais rápido” e “Se está escrito tamanho único, não servirá a ninguém”.

Em todo caso, importa reconhecer que se Murphy fosse brasileiro talvez pudéssemos atribuir a ele um caráter premonitório. Afinal, e diante das (des)medidas tomadas pelo governo provisório de Temer, sinceramente temos de reconhecer que “nada é tão ruim que não possa piorar”. Reconhecemos, a emenda saiu pior que o soneto.

A fórmula fictícia do governo provisório de Temer ruiu em poucos dias. Seus erros crassos revelam que sua suposta preparação para o tão sonhado cargo por ele beliscado é mera ilusão de marqueteiros. Temer errou ao compor seu ministério – todo masculino. Errou ao dar posse a 7 ministros envolvidos na Lava Jato. Errou ao fechar e reabrir, em questão de dias, o Ministério da Cultura (Minc). Errou em permitir que seus ministros (como o da Saúde, por exemplo) apresentassem publicamente propostas absurdas para suas pastas (como a que prevê a redução do SUS e da Farmácia Popular, por exemplo).

Temer erra também ao não apresentar até o presente momento qualquer movimento certeiro para combater a crise econômica que – instalada no país por conta de pressões e causas das mais diversas – inflamou a população contra a Presidenta Dilma.  Sem passes de mágica e jogando o jogo do empresariado, Temer e seus ministros estão jogando a contas dos gastos públicos nas costas dos povo. Qual a novidade? Qual a vantagem de se ter Temer no Planalto?

Isso sem contar que a fórmula da velha direita, imposta por Temer ao país, não é tolerada nem mais pelos próprios correligionários de direita. Não cabe mais ao Brasil a régua da “direitona” excludente, preconceituosa, misógina e burra. E, nesse sentido, errou também o Tiririca – que votou pelo afastamento da Presidenta Dilma. Parafraseando o palhaço-político, podemos dizer que, com “Temer, pior do que está fica”.

Ainda resta uma esperança.

 

 

 

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