S.O.S Biblioteca Municipal, S.O.S Piracicaba!

S.O.S Biblioteca Municipal, S.O.S Piracicaba!

O Diário do Engenho deste sábado traz a público – em publicações distintas – reflexões sobre o debate que vem tomando conta da imprensa local em relação às condições da Biblioteca Pública Municipal Ricardo Ferraz de Arruda Pinto. Mais do que isso, fazemos – mesmo – um clamor ao Poder Executivo piracicabano para que cumpra o papel que lhe cabe por ofício e cuide, preserve, modernize e mantenha viva a nossa biblioteca.

Nesse sentido, é fundamental afirmar-se também que se a crítica que aqui fazemos é – em primeira instância – dirigida ao mandatário atual, ela também precisa reconhecer, no entanto, que os problemas que envolvem o prédio da Biblioteca não começaram agora. Na verdade, essa crise é – como sempre – praticamente um projeto político que, desde a gestão anterior – parecer querer ver sucumbir a biblioteca municipal e outros importantes próprios públicos da cultura e da educação de nossa cidade (como a Casa do Povoador, a Pinacoteca – transferida para o Engenho Central e desalojada de seu prédio histórico – e a região da Rua do Porto entre outros).

Importa lembrar ainda que a gestão passada – do então prefeito Luciano Almeida – desejava transformar o prédio da biblioteca municipal em (pasme-se) posto de saúde, transferindo-se a biblioteca (e o que “fosse possível”  levar de seu acervo – como disse certa vez um secretário municipal) para um barracão do Engenho Central. Tal atrocidade só não aconteceu, também vale lembrar, por conta da manifestação popular contra esse descalabro e de esforços coletivos que envolveram desde o Conselho Regional de Biblioteconomia a professores, leitores, usuários da biblioteca e vereadoras e vereadores da oposição – como a vereadora Rai de Almeida (sempre atuante na defesa da biblioteca, da educação e da cultura de maneira geral).

De lá para cá pouca coisa mudou – ao que pese o discurso sobre a transferência da biblioteca não ter sido adotado (ao menos até o momento) pela gestão Hélio Zanatta. Em todo caso, a biblioteca segue pedindo socorro a olhos vistos. Um rápida visita a ela de imediato nos revela que é preciso reformá-la, é preciso garantir a qualidade de sua estrutura, é preciso modernizar seu funcionamento. Em outra via, permitir que esse importante espaço se deteriore é, mais uma vez, negar a importância dos livros, da educação, da cultura e da literatura na vida de nossos munícipes. Ora, não é possível que em pleno século XXI ainda seja necessário lembrar as autoridades municipais piracicabanas da importância de uma biblioteca e de sua manutenção e preservação!

Por fim – e para citar a máxima de um de nossos mais importantes autores nacionais -, se “um país se faz com homens e livros” já passou da hora da atual gestão mostrar a que veio e se é capaz de “fazer” de nossa cidade e de sua biblioteca (e demais espaços de cultura) modelos de um município que quer ser pujante ou símbolos lamentáveis da visível decadência política que nos assola.

S.O.S Biblioteca.
S.O.S Piracicaba!


Diário do Engenho  

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