Unimep: registros de uma história de luta!

Unimep: registros de uma história de luta!

O editorial “Fofocas do Taquaral” – publicado nesta semana, aqui neste espaço – despertou em nossos leitores e leitoras uma reação (até) inesperada. Muitos nos enviaram mensagens e comentários sobre como as nossas “fofocas” andavam “assoviando” também na cabeça deles. Houve pedidos e sugestões para que nós, enquanto um site que cultua a memória da cidade, seguíssemos um pouco mais nessa linha – e continuássemos a comentar, à nossa maneira, sobre a Unimep, o Taquaral e os seus espaços agora perdidos.

Assim, hoje apresentamos um pequeno painel de fotos exclusivas – de propriedade e autoria deste Diário – nas quais se registra a última grande greve de alunos, professores e funcionários da Unimep contra os desmandos da então Rede Metodista de Educação – greve e movimento esses datados de agosto de 2017.

São imagens fortes. Imagens que revelam o desejo de toda uma comunidade pela manutenção da Unimep. Nelas, pode-se ver desde a tomada, no Taquaral, do saguão de entrada do prédio administrativo pelos estudantes – que ali ficaram acampados por vários dias – até as duas grandes e últimas assembleias dos professores, ocorridas na Sala Verde e nas dependências do extinto Teatro Unimep. Em ambas, o destaque é o momento em que docentes levantavam as mãos em aprovação pela manutenção da greve.

Se a Unimep tombou, expurgada palmo a palmo – para se usar aqui uma expressão do livro “Os Sertões”, de Euclides da Cunha –, ela não caiu sem resistência ou sem luta e movimentação coletiva. A história da Unimep é, por essência e excelência, uma história de luta. E, se vale mais uma citação, diante do desmonte da instituição unimepiana, lembremos – finalmente – da célebre frase do professor Darci Ribeiro: “Os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.”

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