Chegamos a mais um silencioso 31 de março no Brasil. Passados 40 anos da redemocratização, a data que é marco do golpe militar que mergulhou o país numa brutal ditadura que se estendeu por 21 anos é colocada para debaixo do tapete por militares e civis. E se felizmente não temos mais de sentir o asco de vermos um (des)governo – como o anterior – celebrando a data nos quartéis, por outro o mutismo do governo atual (de esquerda, diga-se de passagem) em relação à memória dos que lutaram (e morreram) contra a ditadura e a ausência de uma proposta de reflexão nacional mais profunda sobre esse período terrível de nossa história também incomoda.
Nunca, talvez, tenha sido tão importante – todavia – recuperar o que aconteceu ao Brasil e aos brasileiros a partir de 31 de março como agora – quando, após mais uma tentativa de um novo golpe, a nação assiste (pela primeira vez na sua história) a justiça colocar no banco dos réus um ex-presidente golpista, seus generais e asseclas.
Nesse sentido – que é o de não se deixar silenciar, contribuindo para que um melhor entendimento do passado mostre ao presente que aquilo que não pode mais se repetir – , o Diário do Engenho traz hoje dois textos especiais sobre o 31 de março – o da jornalista Beatriz Vicentini e o do economista e escritor Valdemir Pires. Para além deles, convidamos você para reler, revisitar e compartilhar a Série Especial 60 anos do Golpe que publicamos em 2024, em parceria com a jornalista Beatriz Vicentini.
Lembrar para que não se repita. Estudar e conhecer para impedir que se repita. Comunicar – no mais puro sentido da palavra – para que se possa “deixar comum” um entendimento que precisa ser – de fato – coletivo sobre ditaduras e governos autoritários, mas que infelizmente não o é.
Para conhecer ou rever a série na íntegra, segue o link de nossa coluna em que estão todos publicados todos os textos – entre artigos e depoimentos: https://diariodoengenho.com.br/category/serie-especial-60-anos-do-golpe-2/
Diário do Engenho.