Fotos da alma da Unimep

Fotos da alma da Unimep

O Diário do Engenho publicou, na semana passada, um conjunto de fotos (ver aqui: https://diariodoengenho.com.br/unimep-registros-de-uma-historia-de-luta/#comment-206563) “nas quais se registra a última grande greve de alunos, professores e funcionários da Unimep contra os desmandos da então Rede Metodista de Educação – greve e movimento esses datados de agosto de 2017.” Trata-se de imagens que falam mais que qualquer texto, como bem registrou, posteriormente, a jornalista Beatriz Vicentini em sua página no Facebook (ver aqui: https://www.facebook.com/share/p/1E1Qv3FN6o/).

Nesse sentido, penso que seria muito interessante que ex-unimepianos (professores, alunos, dirigentes, funcionários) enviassem a este espaço de cultura e opinião fotos que tenham, por exemplo,  o registro de suas vidas nos campi ou em atividades acadêmicas (das mais variadas) acontecidas por lá em outros tempos. Assim, acredito, poderíamos ampliar a percepção do que havia e acontecia nesses campi – lugares privilegiados e extintos em que se cultivava a educação, a cultura, a formação profissional, a ética, a boa política etc. Com a licença do editor deste site, segue endereço eletrônico para o envio desses materiais: engenho.diario@gmail.com

Entendo que “fotos da alma da Unimep” podem ser tão (ou mais) reveladoras quanto as de seu “corpo” (prédios, locais, fazeres, eventos), no esforço de se registrar, para a eternidade possível, o quão boa e bela – e sonhadora, sobretudo – foi essa instituição de ensino superior que se extinguiu. Chamo de “alma da Unimep” o pensamento educacional por trás do ensino, da pesquisa e da extensão universitária que nela se praticava. Pensamento coletivamente construído, por meio de intensos debates e também através de numerosos embates, principalmente no âmbito sindical, à frente a Adunimep (associação dos docentes).

O pensamento educacional aplicado ao ensino superior formulado pela Unimep foi todo ele registrado em documentos publicados pela Editora Unimep (ou, antes, impressos pela gráfica da instituição), que eram amplamente distribuídos para a comunidade acadêmica, que neles se orientava quotidianamente. Para que se saiba quais são, enviarei de tempos em tempos, para o Diário do Engenho, fotos das capa desses materiais, com breves comentários a respeito.

Começo com os textos “Vida e missão” e “Credo Social da Igreja Metodista”, sem os quais a Igreja Metodista não teria dado início à experiência socioeducativa progressista que foi a Unimep. Trata-se da síntese das decisões do XIII Concílio Geral da Igreja Metodista, realizado de 18 a 28 de julho de 1982. Não se trata da certidão de nascimento da Unimep, pois o que ela viria a ser ainda estava, naquele momento, sendo gestado no útero do metodismo no Brasil.

Mais do que palavra, segue a “alma unimepiana” em registro também fotográfico.

 

 

 


Valdemir Pires é economista e escritor. 

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