Repúdio ao Fechamento do Mello Cotrim

Repúdio ao Fechamento do Mello Cotrim

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Foi com profunda tristeza que este Diário acompanhou pela mídia impressa da cidade o anúncio do fechamento da escola estadual Antônio de Mello Cotrim. Escola das mais antigas da cidade, e pela qual passaram e passam professores que marcaram e marcam a história da Educação em Piracicaba, o Mello Cotrim vai ter as suas portas fechadas por conta das novas insanidades propostas pelo PSDB e pelo governador Geraldo Alckmin para a educação do paulista.

Lamentável. Escolas não devem ser fechadas! Jamais! Nunca! O que precisamos são de escolas abertas, sempre! Escolas funcionando a todo vapor! Escolas bem estruturadas, reformadas, restauradas. Escolas que atendam à comunidade de seu entorno, que dialoguem com ele, que proponham atividades sociais, culturais, comunitárias. Fechar escolas e entupir as salas de aulas não é nem nunca será o caminho certo. (Parece óbvio, sabemos. Mas, diante do que foi anunciado, como não reafirmar isso?).

Qualquer olhadinha das mais banais na História da Educação no Estado de São Paulo (incluindo a dos últimos vinte anos, sob o governo do PSDB) revela que a medida que vem sendo anunciada pelo governo do estado, a da transformação e reorganização das unidades escolares em ciclos, é velha e já não funcionou das outras vezes. Aliás, foi o próprio PSDB quem tentou isso, então sob o comando equivocado de Rose Neubauer, em 1995. Fica assim a pergunta: para que tentar de novo?

Tal reorganização, isso qualquer professor já sabe e já viu outras vezes, implica no fechamento de escolas, em acúmulo de alunos em outras salas de aulas, em mudança na rotina de professores e alunos, e, obviamente, em prejuízo educacional.

A comunidade do bairro da Pauliceia clama pelo não fechamento do Mello Contrim. Alunos e professores de lá estão implorando pela manutenção dessa unidade escolar. Mas isso pouco importa. Afinal, a escola é mesmo de periferia (e a periferia não é lá o principal reduto dos votos tucanos).

Nós, aqui do Diário, repudiamos o fechamento do Mello Cotrim e de qualquer outra escola deste país. Nos perdoe, governador, mas não há justificativa, argumentos ou planos mirabolantes que deem conta de defender essa selvageria proposta contra a educação paulista e contra a sua história.

 

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